A Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) ainda aguarda a resposta do governador Teotonio Vilela sobre o pedido de concurso para a instituição. No ofício, que foi enviado em fevereiro pelo delegado-geral Marcílio Barenco, consta a necessidade de contratação de 74 delegados, 1.975 agentes de polícia e 146 escrivães.
Para os cargos de escrivão e agente de polícia (R$1.818,09), é admitida qualquer graduação. Quem quiser concorrer a uma vaga de delegado, que proporciona iniciais de R$7.799,26, precisará ser bacharel em Direito.
De acordo com dados da Gerência de Controle de Pessoal da Polícia Civil (GCP), atualmente a corporação tem 135 delegados, 142 escrivães e 1.466 agentes. Até o momento, não há definição do número de vagas, mas, caso o quantitativo pedido seja atendido, será suficiente para suprir as carências da instituição. Mais um agravante para a atual situação do quadro de servidores é o número de aposentadorias. Com a aprovação da lei que altera o tempo mínimo para aposentadoria de 35 para 30 anos, estima-se que um grande número de servidores se aposente.
Além do déficit, outro fator tem causado preocupação nos servidores da PC-AL: a diferença salarial entre os cargos da instituição. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Josimar Melo, foi elaborado um pedido e enviado ao governo estadual, em dezembro de 2010, que solicita o aumento nos salários para agentes e escrivães, no valor de R$6 mil ou, pelo menos, R$4.500. Até o momento, de acordo com o vice-presidente, não foi obtida nenhuma resposta.
Solicitação antiga - O ofício, com o pedido para o preenchimento de 1.977 vagas para a PC-AL, já havia sido enviado em 2008 ao governador. Na época, o concurso não foi autorizado devido à crise financeira em Alagoas. Mas agora, o delegado-geral diz que o pedido será atendido pelo governo, tendo em vista que a Polícia Civil está enfrentando dificuldades para cumprir com exatidão todas as suas atribuições e o último concurso foi realizado em 2001.
Fonte: Folha Dirigida
